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A
galvanoplastia foi desenvolvida por Galvani. É um processo pelo
qual se dá proteção superficial, através de
processos químicos a determinadas peças, fazendo com que
as mesmas tenham maior durabilidade. Neste processo é feita uma
eletrólise e deposita-se um metal na superfície do outro
para protegê-lo ou para efeito decorativo.
No
processo de galvanoplastia primeiramente a peça passa por um polimento
feito por politrizes ou através de jatos abrasivos. O polimento
é feito para deixar a superfície da peça extremamente
lisa, sob o ponto de vista macroscópico. Com isso reduz-se a área
a ser tratada, pois uma superfície lisa tem uma área muito
menor que uma áspera e, portanto, usará uma quantidade menor
de metal a ser depositado. A superfície, não tendo fissuras,
poros ou frisos, evitará que nesses locais fiquem retidos íons
que facilitam posterior oxidação, ou então graxas
que impedirão um contato elétrico perfeito.
A peça então passa por um processo de decapagem que consiste
em remover óxidos, tintas, incrustações da superfície
metálica. Isso é feito mergulhando-se a peça em solução
de ácido clorídrico ou ácido sulfúrico. A
peça decapada é em seguida mergulhada em água para
remover o ácido. Em alguns lugares mergulham em seguida em solução
alcalina e depois em água novamente. Antes da deposição
a peça também passa por um processo de desengraxe que tem
por finalidade remover óleo (graxa) das peças. A maior parte
da graxa sobre a peça provém do lixamento, corte, furação
e polimento das chapas. Nessas operações o óleo é
usado para que a chapa não aqueça demais. Somente após
todo este tratamento inicial é que a peça vai passar pela
deposição propriamente dita.
No processo de galvanoplastia as reações não são
espontâneas é necessário, portanto, fornecer energia
elétrica para que ocorra a deposição (eletrólise).
A galvanoplastia é, portanto, um processo de eletrodeposição
no qual o objeto que vai receber o revestimento metálico é
ligado ao pólo negativo de uma fonte de corrente contínua
e se torna cátodo. O metal que vai dar o revestimento é
ligado ao pólo positivo e vai ser o ânodo. O objeto a ser
revestido deverá conduzir corrente elétrica. No caso do
objeto ser de plástico, que não é um bom condutor,
um tratamento superficial o tornará condutor.
Há ainda o problema da aderência de um metal ao outro. Para
que a película do metal se ligue à base, além de
perfeita limpeza e desengraxe, é preciso conhecer a natureza dos
metais. O níquel não dá boa adesão ao aço.
Por isso, intermediariamente, faz-se uma deposição prévia
do cobre, que dá boa adesão com ambos.
Os banhos eletrolíticos que fazem revestimentos metálicos
têm uma seqüência: uma peça para ser cromada necessariamente
precisa ser primeiro cobreada, depois niquelada e, por fim, receber uma
camada de cromo. O vocabulário técnico reserva o termo "galvanizada"
para as peças de ferro que recebem uma eletrodeposição
de zinco. A deposição eletrolítica pode levar à
produção de peças prateadas e douradas, além
de outras onde ocorre estanhagem, cadmiagem, latonagem etc.
As peças cromadas têm quase sempre um efeito decorativo e
estão muito presentes em automóveis: frisos, antenas, botões
de rádio, faróis alças de cinto de segurança
etc, em alguns desses casos temos aço cromado em outros plásticos
cromados.Também em eletroeletrônicos e eletrodomésticos
Em residências também existem muitas peças cromadas,
por exemplo, ralos, torneiras, escorredores de pratos, maçanetas,
botões etc.
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